Turim cidade fantástica

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29 de setembro de 2010

O Movimento Slowfood e o conceito KM 0

Recebi hoje um material que comentava sobre o movimento "Slowfood" e achei interessante abordar o tema,  uma vez que o movimento nasceu aqui perto e vai bem além de ser apenas uma contraposição ao "Fastfood" na hora de comer. Isto é, não promove o ato de comer lento e com tranquilidade ou pelo menos não é só isto. 
Na verdade, o site oficial define que a filosofia é de: redescobrir o prazer alimentar, aprendido, sensível, condividido e responsável. 
Para se aproximar desta conquista , que deve ser de todos, é necessário antes de mais nada refletir sobre a lentidão, recuperar o ritmo existencial compatível com a qualidade de vida que deve ser total. ( Usei aqui de liberdade de traduzir texto do site em italiano www.slowfood.it ) . 
E assim engloba as técnicas culinárias, a sustentabilidade, o ganho financeiro que deve ser digno...e por aí vamos. 
Portanto é muito mais do que se inventar uma cadeia de restaurantes onde se fica por toda a tarde usufruindo dos prazeres de comer...sinto desiludir os gulosos!  Se quiser conhecer mais em Inglês  www.slowfood.com

Dentro deste panorama tem surgido em algumas mídias escritas um termo interessante dito aqui : "Produtos KM 0", que significa a proximidade entre a produção e o consumo, umas das premissas do "Slowfood". 

Aliás, dentro do Eataly, que é uma cadeia varejista que tem por fornecedores, produtores comprometidos com o movimento "SlowFood",  você verá na embalagem um número de Km , que significa qual a distância desta loja com o produtor. 
Espero que este conglomerado Eataly continue tornando possível a existência de produtores que continuam prezando pela qualidade em detrimento à quantidade.  Algo que a despeito das belas Missões e Filosofias escritas nas empresas, não se reflete nas relações cliente/fornecedor de cadeias de varejo de alimentos em geral!






3 de setembro de 2010

Os mil cantinhos do Piemonte

Faz algum tempo que queria contar sobre um lugar especial que estivemos. Trata-se de um restaurante que fomos para comer sushi, mas não se assustem, não indicaria sushi por aqui, sempre inferiores aos que podemos comer em SP.
O local é de extremo bom gosto, um dos mais bonitos que já vi e a culinária italiana muito boa. Destacam-se os pãezinhos do couvert e as trufas que acompanham o café, tudo feito na casa.

 


Para melhorar eles possuem no terreno um hotel de Charme muito agradável e aconchegante. Sugiro para uma pausa quando a vontade é comer bem em um lugar especial e depois de uma boa dormida seguir viagem pelo Piemonte. 

Confiram melhor no site www.tenutalacascinetta.it

À propósito, Cascina aqui é o local de agriturismo e a maioria permite se hospedar além de degustar os vinhos e alimentos produzidos no próprio local. Também comum na Toscana.



Minha Horta Italiana

Já comentei sobre a obsessão do italiano com o alimento fresco, hábito que tenho aprendido  a prezar muito e creio ser uma peça chave na longevidade e boa forma dos italianos aqui do Piemonte. 
Claro que falar em horta em Pinerolo é mais fácil que em Torino ou qualquer outra cidade grande, já que a vida na cidade pequena favorece a posse de uma casa com terreno para plantar. Aqui todos que tem esta condição plantam, desde moradores das casas mais simples às verdadeiras mansões e o orgulho de sua horta particular é uma constante. 

Assim, creio que encontraram uma alternativa para as cidades grandes: Uma empresa on line permite que se escolha o tamanho e composição de uma horta e se recebe semanalmente os SEUS produtos em casa!
O site é super bem feito e lhe permite "plantar" também flores, frutas e temperos além das verduras e optar por uma série de acessórios como por exemplo: Fazer uma compoteira para adubar, ter abelhas que produzem seu mel, solicitar o serviço de processar suas verduras quando quiser recebe-las cortadas e lavadas para uma Minestra (sopa) , ter sua produção de arroz ou ainda acompanhar por fotos sua  aventura, Até parece joguinho do Farmeville, Bárbaro!